segunda-feira, 2 de junho de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=Ym_tylluXoA

FELICIDADE VERSUS SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES

O ser humano sempre buscou a felicidade: as empresas, o lucro. Será que elas vendem felicidade? É isto que os meios de comunicação de massa parecem nos dizer: “quem tem mais, é mais feliz”
Paralelamente, dados de uma curiosa pesquisa revelam que as classes detentoras de maiores posses, em qualquer sociedade moderna, estão mais satisfeitas com as suas vidas do que as classes menos ricas.
A mesma pesquisa. Entretanto, também mostra que nos países ricos, essas classes detentoras de maiores posses não estão mais satisfeitas do que as classes mais ricas de muitos países pobres; nem tampouco estão mais satisfeitas do que as classes mais ricas estiveram em um passado menos rico.
Em outras palavras, a satisfação trazida pelo dinheiro parece vir não do fato de simplesmente possuí-Io, mas sim de possuir mais do que os outros. Numa sociedade de consumo, ter dinheiro significa poder consumir e é sinônimo de busca de felicidade e status.
A compra de um produto tido como importante pelo grupo social ao qual o consumidor pertence produz uma imediata sensação de prazer e realização e geralmente confere status e reconhecimento a seu proprietário. Também, conforme a novidade vai-se desgastando, o vazio ameaça retornar. Quando isso ocorre, a solução padrão do consumidor é se concentrar numa próxima compra promissora, na esperança de que a satisfação seja mais duradoura e mais significativa.
A sensação de vazio que se apossa do consumidor é um dos dois aspectos do individualismo e isolamento que o caracteriza: contrapondo-se ao vazio interior,
está a aparência de segurança e de realização.
Esse mundo fantástico de satisfação das necessidades de aceitação social, de realização pessoal e mesmo de conforto físico, mediante o consumo constante, é elaborado pelos meios de comunicação de massa e pela indústria de propaganda. Assim, um indicador claro do sucesso do consumismo é a propaganda.
Essa verdadeira indústria foi uma das que tiveram o mais rápido crescimento durante a última metade do século XX: os gastos mundiais totais com propaganda aumentaram de US$ 39 bilhões em 1950 para US$ 237 bilhões em 1988, crescendo até mesmo mais rapidamente que a produção econômica mundial no mesmo período.
Nesse período, os gastos mundiais per capita com propaganda triplicaram: de US$ 15 para US$ 46. Nos Estados Unidos, onde os gastos com propaganda são imensos, houve um aumento de US$ 200 para US$ 500.
Com tal quantidade de propaganda disponível para ser vista, lida e ouvida, os adolescentes norte-americanos assistem 22 horas de televisão por semana, sendo expostos em média de 3 a 4 horas semanais de propaganda na tevê, acumulando 100 mil anúncios entre seu nascimento e sua graduação no estágio equivalente à oitava série do primeiro grau. Essa informação preocupa os educadores, pois, ao contrário das atividades lúdicas infanto-juvenis, a passividade exigida pela tevê não prepara a criança para o aprendizado.
Como numa sociedade de consumo sempre haverá por mais que consumamos um novo produto, ou uma nova tecnologia a ser lançada. melhor do que a que acabamos de consumir, somos obrigados a conseguir mais dinheiro para satisfazer nossas novas “necessidades". É essa a engrenagem principal que faz a economia girar e que torna ilusória a busca da felicidade por meio do consumo.
Isso tudo nos faz questionar: de quem é verdadeiramente a necessidade que estamos atendendo como consumidores?
CRIANDO NECESSIDADES
Para ajudar nas mudanças dos hábitos da população, as indústrias, empresas de produção de bens, tais como alimento ou vestuário, contam sempre com as empresas de prestação de serviços, mais especificamente com os meios de comunicação de massa (jornais, redes de televisão e emissoras de rádio). Essas empresas têm o poder de criar necessidades de uso de novos produtos, sobretudo por meio das propagandas. A associação entre esse modelo de produção em série, adotado peIas indústrias, e as empresas de prestação de serviços caracterizam uma nova sociedade: a sociedade de consumo. Esse termo designa a atual sociedade moderna, urbana e industrial, dedicada à produção e aquisição crescentes de bens de consumo cada vez mais diversificados.
Para a sobrevivência dessa sociedade é essencial que sejam criadas necessidades de uso de novos produtos, pois, logo que um produto aparece no mercado, ele deve ser consumido intensamente e em seguida substituído por outro. Contudo. como não conhecemos tal produto nem estamos habituados a usá-Io. e muitas vezes nem sequer necessitamos dele, é preciso que se faça criar em cada um de nós a necessidade de consumi-lo(...)
Para adquirir um bem, precisamos achar realmente importante possuí-lo. Nesse processo, a formação da opinião pública realizada pelos meios de comunicação, comandados por um número pequeno de pessoas que decidem o que vamos escolher, possuir e usar - colabora de forma vital para a criação de necessidades de uso de novos produtos. Assim, não é a tecnologia que atende às necessidades, como os meios de comunicação de massa geralmente nos fazem crer. e sim as necessidades é que são criadas para atender à crescente produção e à elaboração cada vez mais diversificada dos bens de consumo. Esse processo de formação de opinião ocorre quando a opinião - que cada um possui como coisa exclusiva e genuína -,é induzida, ou influenciada, pelos jornais, tevês e outras formas de comunicação de massa.
Então, em que a produção de bens de consumo difere da produção artesanal? As diferenças não ficam só nas mudanças dentro da fábrica, nas mudanças do artesão para o operário, nas mudanças do poder de decisão do artesão para o proprietário da indústria. Há também uma mudança no usuário final do produto, ou seja, no consumidor.
Ao adquirir um bem produzido em série, o consumidor nada sabe sobre quem o criou e não tem com ele vínculo cultural ou afetivo, como ocorreria, por exemplo, com um objeto de arte.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Causas

Porque consumimos?
  • Ansiedade
  • Preocupação
  • Inveja
  • Por ser fabricado
  • Compulsão
  • Vaidade
  • Desejo
  • Modismo
  • Por indução
  • Para dizer que tem
  • Para ser igual
  • Para ser diferente
  • Por necessidade

Filhos do Consumismo



Como os pais podem ensinar os filhos a ser consumidores responsáveis se eles mesmos não o são?
Parece que as crianças estão sendo assediadas pela publicidade e os pais se vêem pressionados a comprar de tudo para elas.

Além de escolher seus brinquedos ou suas roupas, agora elas têm voz na escolha do carro da família ou do lugar onde passar as férias.

As crianças determinam 75% das compras de cereais e 73% das de iogurte, assim como a escolha do destino nas férias (43% dos casos) ou as atividades nas horas de folga (72%). Bem o sabem as empresas, que lançam suas mensagens diretamente às crianças ou as incitam a convencer seus pais a fazer certas compras.

“Há dez anos, as crianças influenciavam o consumo a partir dos 5 ou 6 anos, e era necessário esperar até a escola média para que pedissem um produto de uma certa marca. Hoje, começam a determinar o consumo aos 3 anos, e fazem questão das marcas a partir dos 6 ou 7 anos.” Isto se deve, em primeiro lugar, a um relacionamento social que começa mais cedo.

"As crianças são escolarizadas a partir dos 3 anos. Desde sua primeira experiência escolar, começa a se comparar com os colegas: o que levam às costas, o que comem, o que trazem no bolso. Seus primeiros pedidos surgem da comparação: tem inveja das coisas que vê com seus companheiros.”

As famílias que têm poucos filhos, e o filho único se torna quase um rei, com o qual se gasta cada vez mais com roupas e lazer, entre muitas outras coisas…Desde que a criança nasce, recebe o melhor, desde o leite até o berço.

De qualquer forma, é preciso estimular o sentido crítico das crianças. Os pais podem fazê-lo, ensinando-lhes certos valores, mas precisam dar exemplo.“Na prática, nem sempre é fácil para os pais ensinar seus filhos a ser consumidores responsáveis, porque eles próprios não o são.”



As Consequências do Consumismo

  • Consumista compulsivo é um indivíduo, que procura a sua realização pessoal através do consumo exacerbado de bens, produtos e serviços. É uma vítima dos media, embora nem sempre tenha consciência disso. Está sempre infeliz. Ao comprar tudo o que vê, a vontade de comprar, em vez diminuir como seria de esperar, aumenta ainda mais. Se não tem recursos para comprar, fica revoltado, depressivo e pode se tornar um perigo para a sociedade. A compulsão consumista é uma doença e precisa ser curada, para que o indivíduo reencontre o verdadeiro caminho da felicidade.

  • A necessidade de ter, de aparentar status, transforma o consumidor em inimigo de si próprio. Ele se torna vítima da ganância, que leva ao consumismo, e da falta de informação, que gera desperdício e prejuízo.
    A cultura do desperdício se incorporou de tal forma à vida brasileira que nada de concreto é feito para reverter os números absurdos do que se perde, que fizeram do País o campeão mundial de desperdício. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, o Brasil manda para o lixo 30% de tudo que produz, isto é, 160 bilhões de dólares por ano, que poderiam aliviar a fome de mais de oito milhões de famílias. Num país onde mais de 30 milhões de pessoas estão abaixo da linha da pobreza, desperdiçar é acima de tudo antiético e um desrespeito à cidadania.




A influência da Propaganda

Os efeitos que a propaganda causa na humanidade geram resultados limitadores e nem sempre benéficos: propagandas em out-doors, revistas, tv, rádio, malas-diretas, etc.
Somos bombardeados todos os dias!
Muita gente usa o consumismo como forma de mostrar seu status social e financeiro e de se sobrepor aos demais.Acontece com carros, celulares, roupas, alimentos...

Será que vivemos apenas para poder ter coisas melhores do que o nosso vizinho?
Porque então deixamos que nos hipnotizem todo santo dia, dizendo o que devemos comer, o que vestir, como agir, o que ouvir?
Essa postura diante do consumismo é que faz com que a renda do planeta seja tão mal distribuída.







O Consumismo

Até que ponto você consegue distinguir desejo e necessidade?
Será que você realmente precisa das coisas que você quer?
Você confia que a televisão te transmite, de fato, informações verdadeiras?
Vestir uma roupa de marca te faz ser outra pessoa?
O que destrói mais?
Bombas atômicas ou dinheiro?
Dinheiro traz felicidade? Só os ricos são "felizes"?
Sua identidade está onde? Nas coisas que você compra?
No estilo que você veste? No carro que você dirige?
Combater à poluição é reciclar ou parar de gastar a toa?
Porque o mundo está corrupto?

Consumismo é o ato de consumir
produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de influência que as empresas, por meio da propaganda e da publicidade, bem como a cultura industrial, por meio da TV e do cinema, exercem nas pessoas. Muitos alegam que elas induzem ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo e um fenômeno da sociedade contemporânea.